Conheci meu sofrimento

É fácil perceber que não estou bem
E que paira um sofrimento indiscreto em mim
Eu sofro todos os dias
Eu sofro com meus pensamentos
Com a minha saudade
E todas as vezes que fecho os olhos

Meu sofrimento é sábio, bravo e fiel
Meu sofrimento maltrata
Ele arranca meus poucos sorrisos
Alguns dos meus sonhos
E todas as minhas falas

Quando não sofro eu minto
Disfarço e me encaixo
Quando não sofro,
Engano-me dentro de meu universo

Eu sofro sem saber
Sem previsão
Sem proporção
Eu não sei onde vai chegar
Quando vai acabar
Já não sei o que fazer
Talvez seja preciso reiniciar
Formatar ou acostumar

Em meio a tanta tristeza
Eu só peço uma coisa
Que sobre tempo para eu ser feliz.

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei! Bjinhuus...
Évellyn Felix!
=]

kauan disse...

ei malandro, valeu pelo comentário no obohemio. vou te seguir.

e esse teu post me lembrou jobim: tristeza não tem fim, felicidade sim.

que você [ou o eu-lírico] encontre a felicidade em breve.

um abraço.

Postar um comentário

Deixe seu comentário, crítica ou sugestão! Volte Sempre!