Um homem quase vivo

Delirando, porém acordado
Assim são os dias desse homem
Homem que cospe fogo
Que dedilha violões
Homem que até sabe voar

Os dias de um homem sem medo
Que persiste em lutar
Que insisti em perder
Um homem que nunca foi visto
Mas sempre existiu

Apático e quase vivo
Ele tenta continuar
Sem graça e sem rumo
Sem força e com o coração partido

Entregou-se ao amor
Sentiu o gosto de tudo que chamam de belo
Amou profundamente
Quase acreditou nos fatos

Era um homem quase pronto
Conhecia-se como ninguém
Tinha certeza do seu sucesso
E da capacidade de fazê-la feliz

Hoje ao ver a chuva
Ao sentir o frio
Sente-se ofendido pela vida
Não vê justiça em continuar
Acredita que deve ter o mesmo fim que ela
Ele não acha correto ser feliz
Ele quer pagar por tudo
Ele quer se livrar de todos

Ao pensar no passado
As lágrimas ganham vida
E formam uma imagem em seus olhos
Que logo se transformam em agudas tristezas

Ao pensar no passado ele decide morrer
Ele sente medo das coisas que não consegue ver
Ele chora, e por dentro se mata
Quando precisa, volta a quase viver

Talvez não seja nessa vida
Mas terá uma oportunidade
Provará que sabe amar
Assumirá sua essência
Mostrará suas garras e viverá

Por enquanto vai morrendo lentamente
Dançando em campo minado
Tirando os espinhos
Mudando as mascaras

Vai vivendo na espera de algo
Talvez queira uma segunda chance
Talvez espere o tempo voltar
Ou simplesmente queira esperar
Algo que não sabe o que é
Nem o que pode fazer
Algo que possa impedi-lo de morrer.

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa Thiago. Você escreve muito bem! Mais uma qualidade entre tantas! Vanessa

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