O Tempo


O tempo fechou, está escuro.
No fundo não há razão, não há paixão.
O tempo se perde, escurece e não volta.
A noite cai, o frio também.
E no escuro, vou caminhando sem sombra.

O tempo agora é leve.
Mata-me lentamente.
Sucinto e persistente.
Leva-me ao ultimo degrau.
O escuro me persegue, e me faz mal.

O tempo não leva nada.
Não faz diferença, não vive.
Não tem sentido, amor ou abrigo.
O tempo não fala, não cala, apenas sobrevive.

O tempo corre, não volta e nem espera.
O tempo não ajuda, no escuro ele se cala.
Esconde-se, mas no calor imediato se transforma.
O tempo é rei, é rude e feroz.
É leve, bravo e julga sem piedade.

O tempo passa rápido e vulgar.
E antes que ele me mate, vou fazer história.
Vou plantar, matar e colher.
Vou dançar, gritar e chorar.
Vou sorrir, pular e cantar.
E quando o tempo quiser me levar, estarei o esperando com uma boa história pra contar.

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